

QUALIDADE na COZINHA.




Em nosso enorme Brasil tínhamos em 2007, algo em torno de 227.500 estabelecimentos formalmente estabelecidos, produzindo alimentos, segundo estatística do IBGE.
Como sabemos que aí estão abrangidos diversos tipos de cozinhas, vamos considerar que cada uma delas gaste em média/dia 1.000 litros de água em suas atividades. Teremos então um gasto diário médio de 227.500.000(duzentos e vinte e sete milhões) de litros de água.
Como nossas cozinhas em sua maioria ainda lavam seus equipamentos, utensílios e instalações, usando o método manual e ainda cozinhando com técnicas utilizadas nas cozinhas convencionais, temos um consumo de água que pode ser reduzido a metade com certa facilidade e rapidez.
Com as modernizações dos equipamentos de cocção e lavagem aplicada aos processos de preparo de alimentos e limpeza das máquinas, acessórios e utensílios; podemos ter uma drástica redução do consumo de água em cada cozinha em atividade e isto representa uma economia de 113.750.000 litros de água/dia, o que nos leva a uma economia de aproximadamente R$ 20.000.000,00/dia.
Em um mês estaremos economizando 3.412.500.000 litros de água ( Três bihões quatrocentos e doze milhões e quinhentos mil litros de água ) a um valor aproximado de R$ 600.000.000,00.
Em um ano aproximadamente 41.000.000.000(Quarenta e um bilhões de litros de água ).
Ganhariam todos, principalmente a natureza, que em breve não terá mais como nos ofertar esta quantidade de água diariamente; caso as coisas continuem como estão.
Lavadoras de pratos, copos, talheres, GNs, bandejas e panelas são nossas grandes aliadas à redução do consumo de água e a economia real que elas nos proporcionam faz com que estas máquinas se paguem em no máximo um ano de operação. Já no primeiro dia de uso desta tecnologia estamos economizando tanto a água quanto o nosso dinheiro.
Cozinhas hoje, não devem mais operar sem máquinas de lavar e equipamentos de cocção que permitam preparos de alimentos com um menor consumo de água.
Isto é operar pensando em conservação do ambiente, em nosso próprio futuro; comercial e pessoal.
Fontes de consulta:
Site do IBGE
www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/comercioeservico/pas/pas2007_suple_prod_serv/default.shtm
Site das máquinas
Com o amainar da crise econômica mundial em alguns países, como sinais que surgem no Brasil, é hora de ganhar mais espaço ou tornar mais sólida nossa base de sustentação. Como?
A retomada da economia leva a ascensão um número crescente de consumidores a classes como as A,B,C e D, que trazem o sonho por produtos e serviços que antes eram inatingíveis. Empresas da área de alimentação e alimentação coletiva que conseguirem atender a esta nova demanda, ganharão muito em crescimento e faturamento. É bom lembrar que faturamento alto com custos altos ou descontrolados não traz felicidade e tampouco saúde a qualquer empresa. Portanto é hora de planejar a prestação de serviços e lançamento de produtos que venham a atender ao desejo de consumo destas classes, com uso da informação técnica e profissional que o mercado oferece.
Serviços como alimentação transportada, COM QUALIDADE, PRODUÇÃO e ENTREGA eficientes e todo um estudo de logística bem implantado pode ser a menina dos olhos do mercado que mais vai crescer nos próximos 6 anos, tendo em vista o MONUMENTAL volume de obras que teremos no Rio e em outras cidades brasileiras, em função dos eventos da COPA do MUNDO de FUTEBOL em 2014 e das OLIMPÍADAS 2016.
O ramo da alimentação terá de se estruturar para demandas diferentes das atuais em termos de exigências de qualidade total por parte dos consumidores, pessoas jurídicas e físicas.
Não haverá espaço para quem se aventurar de modo amador, como vemos hoje ainda em diversos locais. Uma cozinha que ofereça baixo custo de produção, produtividade, qualidade nos produtos e serviços de entrega tanto local como a distância, terá lugar de destaque e estará assentando sólidas bases.
Esta semana almocei em um novo restaurante que abriu há uns 8 dias. Gosto de conhecer todos os que possível for.
Self Service a quilo em um local de enorme circulação de público, instalado em uma loja grande em ponto de referência na cidade onde se localiza. Tudo indo bem mas, para chegar às gôndolas de alimentos quentes, onde todos os alimentos expostos estavam com a identificação trocada, tive que passar por uma churrasqueira cujas engrenagens faziam mais barulho que todos os que estavam no salão almoçando e o equipamento só tem oito dias de uso!
Não consegui localizar pratos e talheres. Sobremesas dividiam espaço com saladas na gôndola de frios. O chefe da cozinha mastigava incessantemente de tudo um pouco e isto era visível a todos, pois a cozinha é toda envidraçada. Uma garçonete desfilava no mais belo estilo com um pano de prato cruzado sobre o ombro (ainda bem que não estava no pescoço). Na hora da sobremesa tive a péssima notícia que não dispõem de pratos e talheres de sobremesa.
Um dos proprietários e uma auxiliar secavam os pratos trazidos da cozinha através do salão, pingando, e eram postos na mesa escondida por uma coluna, bem na entrada. Por isso ninguém os achava. Os panos utilizados para este trabalho...Prefiro não comentar.
Tudo bem são seguidores do mais belo estilo de serviço dos botequins do subúrbio carioca na década de 60 ou 70, mas ao sair notei umas senhoras que chegavam e procuravam mesa para sentar e um outro sócio (provavelmente, em razão do ar preocupado) com um olhar ávido e concentrado, usava a única mesa disponível para somar as comandas que pegava no caixa, ao lado. As senhoras; foram embora...
Como as vezes digo, visito a trabalho diversos restaurantes todos os dias, dos mais simples aos mais sofisticados e vejo ainda hoje, acontecimentos como este.
2014 e 2016 estão aí! É hora de melhorar. Restaurantes sejam para que classe social ou público forem destinados, precisam ser planejados. Profissionalismo se dá também pela imagem que passamos aos clientes. Nosso ambiente e serviço é nossa “vitrine” e se os clientes não gostarem, vão procurar outra, que mais lhes agrade.

